Dieta paleolítica: o que é e como funciona
Ciência,

Dieta paleolítica: o que é e como funciona

27 de janeiro de 2022
VOCÊ BELISSÍMA
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Entre as dietas mais populares para quem quer perder peso ou busca uma vida mais saudável está a dieta paleolítica. Ela se popularizou devido à sua premissa um tanto quanto curiosa: ter uma alimentação o mais próxima possível dos nossos ancestrais da Era Paleolítica — daí o surgimento do nome.

Para entender melhor o assunto, montamos o conteúdo a seguir sobre o que é dieta paleolítica, como ela funciona, quais são os alimentos permitidos e quais são seus benefícios e malefícios. Acompanhe!

O que é dieta paleolítica?

A dieta paleolítica se baseia na alimentação dos “homens das cavernas”, ou seja, no consumo de carnes, vegetais, frutos e sementes (que eram caçados e colhidos na época). Por priorizar o que é encontrado na natureza, ela dispensa a ingestão de carboidratos e alimentos industrializados.

A justificativa para essa restrição é que essa é a alimentação que o nosso organismo foi moldado para receber há milhões de anos. Além disso, outro argumento para defender a dieta é a premissa de que muitas doenças atuais, como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares, surgiram com o consumo excessivo de carboidratos, em especial o açúcar e alimentos processados.

Com isso, a dieta logo foi se tornando uma das mais populares para quem busca a perda de peso ou uma alimentação mais natural. Apesar de restritiva, muitos seguidores defendem que a dieta pode ser adaptada para as características e necessidades de cada um.

Quais alimentos são permitidos na dieta paleolítica?

Na dieta paleolítica, alimentos como carne de boi, frango, peixe, ovos e frutos-do-mar são a base da alimentação e somam cerca de 25% das calorias diárias. Já os carboidratos devem ter origem em raízes e tubérculos, como batata, inhame e mandioca.

Em relação à gordura, terceiro macronutriente muito importante para o bom funcionamento do organismo, na dieta paleolítica, os alimentos permitidos são óleos vegetais e castanhas — sempre nas suas versões mais orgânicas.

Ficam de fora da lista alimentos processados e ricos em açúcares, além de bebidas que não sejam provenientes do suco das frutas. Além disso, cereais e leguminosas também não são permitidos na paleo (apelido que os seguidores da dieta criaram). A justificativa é que esses alimentos não eram cultivados na Era Paleolítica.

Quais são os benefícios e os riscos?

A dieta paleolítica tem benefícios tanto para quem quer emagrecer, quanto para quem busca uma opção de alimentação mais saudável e prática para o dia a dia. A perda de peso está associada, principalmente, à redução do consumo de carboidratos refinados.

Alimentos como pães, massas e arroz são digeridos rapidamente pelo estômago, aumentando os níveis de glicose no sangue. Consequentemente, a glicose em excesso pode ser transformada em gordura. Com a restrição a esse tipo de alimento, o emagrecimento é uma possibilidade.

Além disso, a paleo dispensa a contagem de calorias e de refeições. Ou seja, o consumo de carnes, principalmente, e de outros alimentos é feito de forma livre. Isso pode ser benéfico para quem busca dietas mais práticas para a rotina, mas pode ser ruim para quem quer emagrecer (já que o déficit calórico é essencial para o processo de emagrecimento).

A verdade é que, assim como qualquer outra, a dieta paleolítica tem vantagens e desvantagens. Entre os malefícios está a possibilidade de deficiência nutricional. Isso acontece justamente por ser uma dieta restritiva, já que reduz bastante o consumo de carboidratos e evita a ingestão de leguminosas e cereais que possuem vitaminas e minerais importantes para a saúde.

“Assim como qualquer outra dieta restritiva, a paleolítica deve ser receitada e acompanhada por um profissional qualificado para evitar possíveis malefícios à saúde”, orienta a nutricionista Lais Coelho.

“O cardápio deve ser elaborado pensando no aporte individual de nutrientes, vitaminas e minerais, para que não ocorra nenhuma deficiência dos mesmos acarretando em problemas de saúde”, explica.

“Uma das principais deficiências que os indivíduos praticantes desta dieta apresentam é a deficiência de cálcio e vitamina D devido ao corte no consumo de leite e lacticínios em geral. Ressaltando a importância do acompanhamento profissional e individualizado. Afinal, cada organismo apresenta demandas e características distintas”, completa a profissional.

Vitaminas e suplementos ajudam a repor os nutrientes

Uma alternativa para repor nutrientes importantes que podem ser perdidos durante essa dieta é investir em vitaminas e suplementos alimentares. É o caso dos nutricosméticos, que, além de atuarem no bom funcionamento do organismo, também possuem funções estéticas, como o fortalecimento dos cabelos, unhas e pele.

A Belíssima Beauty, por exemplo, conta duas sugestões interessantes em seu portfólio: o Collagen+ e o Mega Hair. O primeiro é ideal para melhorar a saúde da pele, hidratando-a e reduzindo linhas de expressão. Isso porque ele conta com colágeno, ácido hialurônico, ácido ortosilícico e outros nutrientes importantes para a cútis.

Já o Mega Hair é uma supervitamina para o cabelo. Ele é composto por L-Metionina, um aminoácido fundamental para a produção de queratina, principal proteína dos cabelos. Além dele, há, ainda, vitaminas e minerais essenciais, como a biotina e o zinco, que atuam para a manutenção do cabelo e auxiliam na proteção contra a ação dos radicais livres.

Embalagem de Collagen+, nutricosmético da Belíssima a base de colágeno, para suplementar na dieta paleolítica

Quem pode fazer essa dieta?

De modo geral, a paleo é segura, desde que feita sem radicalismos e com acompanhamento de um médico ou de um nutricionista especializado. Vale ressaltar que, por se tratar de uma dieta rica em proteínas, ela pode não ser indicada para pessoas com problemas renais.

Além disso, quem tem histórico de compulsão alimentar deve evitar dietas restritivas. O ideal é que essas pessoas tenham acompanhamento nutricional e psicológico para poderem retomar uma alimentação saudável.

“As contraindicações, bem como as recomendações de qualquer dieta, só podem ser feitas por um profissional qualificado da área. Cada organismo possui suas particularidades e apenas após uma consulta e bateria de exames será possível a prescrição de um plano alimentar”, indica Lais Coelho.

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