Quando se trata de cuidar da saúde da pele listamos diversos cuidados essenciais: protetor solar, boa alimentação, rotina de cuidados diários com produtos apropriados e até mesmo a suplementação.
No entanto, muitas vezes ignoramos um péssimo hábito: o uso constante de telas e a exposição da nossa pele à radiação UV emitida por elas. Especialistas apontam que o estresse oxidativo causado pela exposição constante às peles podem “furar” o seu colágeno.
Por isso, a Belíssima trouxe aqui algumas informações sobre como isso ocorre, além de dicas para exercitar o detox digital.
Além de fazer bem para a mente, com algumas mudanças na rotina, você vai contribuir para uma pele muito mais saudável.
Segundo Michelle Henry, dermatologista de Nova Iorque, a luz azul, também chamada de luz visível de alta energia (HEV), é emitida naturalmente pelo sol, mas também por fontes artificiais como celulares, computadores, televisores e lâmpadas LED.
O conceito de “luz visível” abrange todo o espectro eletromagnético de luz que nosso organismo consegue “enxergar” ou captar. A luz visível penetra não apenas nos olhos, mas também profundamente na pele, alcançando a derme. A luz azul, localizada na faixa de comprimento mais curto desse espectro (entre 400 e 500 nm), é especialmente intensa e possui maior energia, o que aumenta seu potencial de causar danos.
Segundo orientações de agências de pesquisa, a sensibilidade à luz azul varia ao longo da vida: com o envelhecimento, por exemplo, a transparência do cristalino diminui, reduzindo a capacidade do olho de filtrar essa radiação. Embora o sol seja a principal fonte natural de luz, a exposição cotidiana à luz artificial, como a emitida por telas de celulares, computadores, lâmpadas LED e dispositivos estéticos, também tem impacto direto sobre nosso organismo.
Um dos impactos mais conhecidos é a alteração no ciclo do sono. Já ouviu falar que mexer no celular antes de dormir atrapalha bastante a saúde? Pois além de afetar o ciclo do e a saúde mental, essa exposição pode ultrapassar os limites seguros de intensidade, gerando riscos cumulativos à pele e aos olhos, especialmente quando há pouco controle sobre a quantidade e a frequência do contato com essas fontes luminosas.
Ao contrário dos raios ultravioleta, que danificam diretamente o DNA celular, a luz azul contribui para o envelhecimento precoce da pele por outro mecanismo: o estresse oxidativo. Quando absorvida por uma substância presente na pele chamada flavina, a luz azul desencadeia uma reação química que forma radicais livres, moléculas instáveis que degradam o colágeno e provocam inflamações e danos estruturais.
Em termos simples, esses radicais livres “furam” o colágeno, diminuindo a firmeza da pele e favorecendo o surgimento de rugas.
Um dos principais desafios da luz azul está em seu impacto sobre a pigmentação da pele, especialmente em pessoas com tons médios e escuros. Como a luz azul penetra profundamente na pele, ela pode estimular a melanogênese (produção de melanina), provocando manchas persistentes, especialmente em quem já lida com melasma ou outras condições pigmentares.
O dermatologista Mathew M. Avram, da Harvard Medical School, conta que as peles mais pigmentadas tendem a reagir de forma mais intensa à luz azul, o que reforça a necessidade de mais estudos e de uma abordagem dermatológica mais cuidadosa para esse grupo. Ele alerta que, embora a pigmentação seja uma das principais queixas dermatológicas, ainda há poucos tratamentos verdadeiramente eficazes.
A longo prazo, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos também interfere em hábitos que impactam a pele.
A luz azul à noite, por exemplo, atrapalha a produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono e reduz a qualidade do descanso. Como a regeneração celular acontece durante o sono profundo, noites mal dormidas podem levar ao aumento de olheiras, ressecamento, falta de viço e maior sensibilidade. Além disso, o excesso de tempo de tela está ligado ao estresse digital, que por sua vez influencia o surgimento de acne, dermatites e até alterações hormonais.
Outro efeito importante e menos comentado é o “tech neck”, ou “pescoço tecnológico”: o hábito de manter o olhar para baixo por longos períodos, ao usar o celular, pode causar flacidez e linhas horizontais na região do pescoço. Somado a isso, os problemas de postura corporal e dores na coluna.
Já a tensão facial constante, especialmente ao fixar os olhos na tela, contribui para o aparecimento de rugas ao redor dos olhos e na testa. Por isso, práticas como pausas regulares, uso de antioxidantes na rotina de cuidados, proteção contra a luz visível e controle do tempo de exposição digital não são apenas benéficas para a saúde mental, mas também essenciais para preservar a juventude e a saúde da pele.
A rotina de skincare é um conjunto de cuidados diários com a pele que visa manter sua saúde, viço e proteção contra agressões externas. Segundo a médica dermatologista Anna Carolina Vasconcelos, o skincare tradicional é dividido em 3 etapas principais:
Cada fase tem um papel essencial: a limpeza remove impurezas, a hidratação fortalece a barreira cutânea, e o protetor solar é indispensável para prevenir o envelhecimento precoce.
Quando feita com regularidade e atenção, essa prática contribui não apenas para a estética, mas também para a saúde da pele a longo prazo.
Nesse contexto, o detox digital pode ser um elemento importante. O termo se refere à prática de reduzir ou interromper o uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores por um período, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio mental, emocional e físico.
Estudos mostram que o uso excessivo das telas pode causar estresse, distúrbios do sono e até afetar a autoestima. Ao se desconectar por algumas horas, é possível recuperar a atenção plena, diminuir o cansaço visual e mental, e até melhorar a qualidade do sono. Além disso, o detox digital está associado à melhora da concentração, do humor e da percepção sobre o tempo.
Incluir momentos de detox digital dentro da sua rotina de cuidados com a pele é uma forma de desacelerar e cultivar um espaço de relaxamento. Ao deixar o celular de lado durante o skincare, especialmente antes de dormir ou ao acordar, você cria um ambiente mais calmo, sem estímulos visuais intensos, o que pode favorecer a melhor aplicação e a absorção dos produtos, além do descanso mental.
Esse hábito ajuda a transformar o cuidado com a pele em um verdadeiro ritual de autocuidado, onde o foco está em você e não nas notificações. Incorporar essa pausa digital na rotina pode ser um ótimo ponto de partida para reconectar-se com seus próprios ritmos e necessidades.
Definir limites de horário para o uso de telas é uma das formas mais eficazes de reduzir o impacto do digital no seu bem-estar.
Por outro lado, fazer um detox digital não significa abandonar totalmente a internet, especialmente para quem trabalha com tecnologia. Por isso, o ideal é começar com pequenas metas. Faça um levantamento do tempo que você passa em cada aplicativo e vá reduzindo gradativamente.
À noite, pare de usar redes sociais ao menos duas horas antes de se deitar, prevenindo problemas como insônia. Para um detox mais profundo, limite o tempo de uso da internet a 30 minutos por dia, distribuídos em blocos curtos pela manhã, tarde e noite.
Com o tempo, experimente ficar um dia inteiro do final de semana longe do celular. Com tempo livre e menos distrações digitais, você pode reencontrar interesses que estavam esquecidos: ouvir música, cozinhar, caminhar, desenhar ou escrever. Esse retorno nem sempre é imediato, mesmo assim revisitar esses gostos é um exercício necessário para recuperar o vínculo com o que te dá prazer de verdade.
O detox digital não precisa ser chato ou um momento de tédio. Você pode transformar o momento do skincare em um ritual que substitui este tempo de tela, ou ainda, fazer alongamentos ou mediação, dando mais tempo aos intervalos para a absorção dos produtos.
Outra alternativa é investir este tempo em uma alimentação mais saudável. Muitas vezes, preferimos comidas industrializadas e mais rápidas pela “falta de tempo” ou pela praticidade. Sabendo que a exposição constante à luz azul prejudica o colágeno da sua pele, por exemplo, invista em alimentos e práticas que reponham esta substância tão importante.
O uso constante de telas é apenas um dos muitos fatores que podem trazer danos à sua pele. Em alguns casos, para ajudar a tratar o envelhecimento precoce, flacidez, entre outros desgastes da pele, é necessário apoiar a nutrição com suplementos. No entanto, antes de recorrer a este recurso, é imprescindível a visita a um profissional de saúde especializado.
Na Belíssima, você encontra uma linha de suplementos de colágeno com qualidade. Junto a outros nutrientes para potencializar a absorção da proteína, o colágeno contribui para a firmeza e elasticidade da pele.
REFERÊNCIAS
MARTIN, Crystal. O que todo esse tempo de tela está fazendo com sua pele?. Tradução de The New York Times. O Globo, Rio de Janeiro, 01 jul. 2022. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/07/o-que-todo-esse-tempo-de-tela-esta-fazendo-com-sua-pele.ghtml. Acesso em: 24 jul. 2025.
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