Detox digital: quais os riscos do uso constante de telas para saúde da pele e como se proteger
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Detox digital: quais os riscos do uso constante de telas para saúde da pele e como se proteger

9 de setembro de 2025
VOCÊ BELISSÍMA
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Quando se trata de cuidar da saúde da pele listamos diversos cuidados essenciais: protetor solar, boa alimentação, rotina de cuidados diários com produtos apropriados e até mesmo a suplementação.

No entanto, muitas vezes ignoramos um péssimo hábito: o uso constante de telas e a exposição da nossa pele à radiação UV emitida por elas. Especialistas apontam que o estresse oxidativo causado pela exposição constante às peles podem “furar” o seu colágeno.

 Por isso, a Belíssima trouxe aqui algumas informações sobre como isso ocorre, além de dicas para exercitar o detox digital. 

Além de fazer bem para a mente, com algumas mudanças na rotina, você vai contribuir para uma pele muito mais saudável.

O que é a luz azul e quais os impactos na saúde?

Segundo Michelle Henry, dermatologista de Nova Iorque, a luz azul, também chamada de luz visível de alta energia (HEV), é emitida naturalmente pelo sol, mas também por fontes artificiais como celulares, computadores, televisores e lâmpadas LED. 

O conceito de “luz visível” abrange todo o espectro eletromagnético de luz que nosso organismo consegue “enxergar” ou captar. A luz visível penetra não apenas nos olhos, mas também profundamente na pele, alcançando a derme. A luz azul, localizada na faixa de comprimento mais curto desse espectro (entre 400 e 500 nm), é especialmente intensa e possui maior energia, o que aumenta seu potencial de causar danos.

Segundo orientações de agências de pesquisa, a sensibilidade à luz azul varia ao longo da vida: com o envelhecimento, por exemplo, a transparência do cristalino diminui, reduzindo a capacidade do olho de filtrar essa radiação. Embora o sol seja a principal fonte natural de luz, a exposição cotidiana à luz artificial, como a emitida por telas de celulares, computadores, lâmpadas LED e dispositivos estéticos, também tem impacto direto sobre nosso organismo. 

Um dos impactos mais conhecidos é a alteração no ciclo do sono. Já ouviu falar que mexer no celular antes de dormir atrapalha bastante a saúde? Pois além de afetar o ciclo do e a saúde mental, essa exposição pode ultrapassar os limites seguros de intensidade, gerando riscos cumulativos à pele e aos olhos, especialmente quando há pouco controle sobre a quantidade e a frequência do contato com essas fontes luminosas.

Como o uso de telas e a exposição à luz azul pode contribuir para o envelhecimento da pele?

Ao contrário dos raios ultravioleta, que danificam diretamente o DNA celular, a luz azul contribui para o envelhecimento precoce da pele por outro mecanismo: o estresse oxidativo. Quando absorvida por uma substância presente na pele chamada flavina, a luz azul desencadeia uma reação química que forma radicais livres, moléculas instáveis que degradam o colágeno e provocam inflamações e danos estruturais. 

Em termos simples, esses radicais livres “furam” o colágeno, diminuindo a firmeza da pele e favorecendo o surgimento de rugas.

Um dos principais desafios da luz azul está em seu impacto sobre a pigmentação da pele, especialmente em pessoas com tons médios e escuros. Como a luz azul penetra profundamente na pele, ela pode estimular a melanogênese (produção de melanina), provocando manchas persistentes, especialmente em quem já lida com melasma ou outras condições pigmentares.

O dermatologista Mathew M. Avram, da Harvard Medical School, conta que as peles mais pigmentadas tendem a reagir de forma mais intensa à luz azul, o que reforça a necessidade de mais estudos e de uma abordagem dermatológica mais cuidadosa para esse grupo. Ele alerta que, embora a pigmentação seja uma das principais queixas dermatológicas, ainda há poucos tratamentos verdadeiramente eficazes.

A longo prazo, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos também interfere em hábitos que impactam a pele

A luz azul à noite, por exemplo, atrapalha a produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono e reduz a qualidade do descanso. Como a regeneração celular acontece durante o sono profundo, noites mal dormidas podem levar ao aumento de olheiras, ressecamento, falta de viço e maior sensibilidade. Além disso, o excesso de tempo de tela está ligado ao estresse digital, que por sua vez influencia o surgimento de acne, dermatites e até alterações hormonais.

Outro efeito importante e menos comentado é o “tech neck”, ou “pescoço tecnológico”: o hábito de manter o olhar para baixo por longos períodos, ao usar o celular, pode causar flacidez e linhas horizontais na região do pescoço. Somado a isso, os problemas de postura corporal e dores na coluna.

Já a tensão facial constante, especialmente ao fixar os olhos na tela, contribui para o aparecimento de rugas ao redor dos olhos e na testa. Por isso, práticas como pausas regulares, uso de antioxidantes na rotina de cuidados, proteção contra a luz visível e controle do tempo de exposição digital não são apenas benéficas para a saúde mental, mas também essenciais para preservar a juventude e a saúde da pele.

Detox digital: como incluir a prática na rotina de skincare?

A rotina de skincare é um conjunto de cuidados diários com a pele que visa manter sua saúde, viço e proteção contra agressões externas. Segundo a médica dermatologista Anna Carolina Vasconcelos, o skincare tradicional é dividido em 3 etapas principais:

    • Higienização: é o momento de fazer a limpeza do rosto. Varia de acordo com com o tipo de pele, mas sempre de uma a duas vezes ao dia. O acúmulo de sujeira no rosto contribui para o envelhecimento precoce, por isso, trata-se de uma etapa essencial.
    • Nutrição e hidratação: em especial para os períodos frios e secos, garantir a hidratação da pele é muito importante. Combinando o consumo de água e hidratantes adequados, você recupera a hidratação da sua pele. Para um resultado de nutrição mais completo, vale a pena considerar o uso de séruns também.
    • Proteção: independente do nível de dedicação ou intimidade com as etapas de skincare, o protetor solar é indispensável para qualquer tipo de pele.

Cada fase tem um papel essencial: a limpeza remove impurezas, a hidratação fortalece a barreira cutânea, e o protetor solar é indispensável para prevenir o envelhecimento precoce. 

Quando feita com regularidade e atenção, essa prática contribui não apenas para a estética, mas também para a saúde da pele a longo prazo.

Nesse contexto, o detox digital  pode ser um elemento importante. O termo se refere à prática de reduzir ou interromper o uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores  por um período, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio mental, emocional e físico.

 Estudos mostram que o uso excessivo das telas pode causar estresse, distúrbios do sono e até afetar a autoestima. Ao se desconectar por algumas horas, é possível recuperar a atenção plena, diminuir o cansaço visual e mental, e até melhorar a qualidade do sono. Além disso, o detox digital está associado à melhora da concentração, do humor e da percepção sobre o tempo.

Incluir momentos de detox digital dentro da sua rotina de cuidados com a pele é uma forma de desacelerar e cultivar um espaço de relaxamento. Ao deixar o celular de lado durante o skincare, especialmente antes de dormir ou ao acordar, você cria um ambiente mais calmo, sem estímulos visuais intensos, o que pode favorecer a melhor aplicação e a absorção dos produtos, além do descanso mental. 

Esse hábito ajuda a transformar o cuidado com a pele em um verdadeiro ritual de autocuidado, onde o foco está em você e não nas notificações. Incorporar essa pausa digital na rotina pode ser um ótimo ponto de partida para reconectar-se com seus próprios ritmos e necessidades.

Como fazer detox digital?

Definir limites de horário para o uso de telas é uma das formas mais eficazes de reduzir o impacto do digital no seu bem-estar. 

Por outro lado, fazer um detox digital não significa abandonar totalmente a internet, especialmente para quem trabalha com tecnologia. Por isso, o ideal é começar com pequenas metas. Faça um levantamento do tempo que você passa em cada aplicativo e vá reduzindo gradativamente. 

À noite, pare de usar redes sociais ao menos duas horas antes de se deitar, prevenindo problemas como insônia. Para um detox mais profundo, limite o tempo de uso da internet a 30 minutos por dia, distribuídos em blocos curtos pela manhã, tarde e noite.

Com o tempo, experimente ficar um dia inteiro do final de semana longe do celular. Com tempo livre e menos distrações digitais, você pode reencontrar interesses que estavam esquecidos: ouvir música, cozinhar, caminhar, desenhar ou escrever. Esse retorno nem sempre é imediato, mesmo assim revisitar esses gostos é um exercício necessário para recuperar o vínculo com o que te dá prazer de verdade.

O detox digital não precisa ser chato ou um momento de tédio. Você pode transformar o momento do skincare em um ritual que substitui este tempo de tela, ou ainda, fazer alongamentos ou mediação, dando mais tempo aos intervalos para a absorção dos produtos.

Outra alternativa é investir este tempo em uma alimentação mais saudável. Muitas vezes, preferimos comidas industrializadas e mais rápidas pela “falta de tempo” ou pela praticidade. Sabendo que a exposição constante à luz azul prejudica o colágeno da sua pele, por exemplo, invista em alimentos e práticas que reponham esta substância tão importante.

Para além do detox digital na rotina: inclua a suplementação de nutrientes

O uso constante de telas é apenas um dos muitos fatores que podem trazer danos à sua pele. Em alguns casos, para ajudar a tratar o envelhecimento precoce, flacidez, entre outros desgastes da pele, é necessário apoiar a nutrição com suplementos. No entanto, antes de recorrer a este recurso, é imprescindível a visita a um profissional de saúde especializado. 

Na Belíssima, você encontra uma linha de suplementos de colágeno com qualidade. Junto a outros nutrientes para potencializar a absorção da proteína, o colágeno contribui para a firmeza e elasticidade da pele.

 

REFERÊNCIAS

MARTIN, Crystal. O que todo esse tempo de tela está fazendo com sua pele?. Tradução de The New York Times. O Globo, Rio de Janeiro, 01 jul. 2022. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/07/o-que-todo-esse-tempo-de-tela-esta-fazendo-com-sua-pele.ghtml. Acesso em: 24 jul. 2025.

O TEMPO. Veja como as telas de celular e computador podem afetar a saúde da pele. O Tempo, Moda e Beleza, 17 ago. 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/moda-e-beleza/veja-como-as-telas-de-celular-e-computador-podem-afetar-a-saude-da-pele-1.3179389. Acesso em: 24 jul. 2025.

COSTA, Sabrina. Luz azul: saiba quais são os malefícios da luz das telas para a sua pele e como evitá-los. Minha Vida, [s. l.], 2021. Disponível em: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-20158. Acesso em: 24 jul. 2025.

TARGINO, Susana. Veja como a luz azul pode afetar a sua pele. Minha Vida, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-22920. Acesso em: 24 jul. 2025.

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Detox digital: o que é, benefícios e como fazer. Vida Saudável, [s. l.], [s. d.]. Disponível em: https://vidasaudavel.einstein.br/detox-digital/. Acesso em: 24 jul. 2025.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ. Detox digital: o que é e como fazer. Pós PUCPR Digital, [s. l.], [s. d.]. Disponível em: https://posdigital.pucpr.br/blog/detox-digital. Acesso em: 24 jul. 2025.

FERREIRA, Marina; MEIRELES, Claudia. Médica explica o tempo ideal entre cada etapa da rotina de skincare. Metrópoles, [s. l.], 06 set. 2021. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/claudia-meireles/medica-explica-o-tempo-ideal-entre-cada-etapa-da-rotina-de-skincare. Acesso em: 24 jul. 2025.

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