Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, alergia é uma resposta do sistema imunológico a alguma substância, inseto, alimento, medicamento, perfume e outras substâncias externas, como poeira e poluição. As reações podem ser leves, como coceira e vermelhidão na pele, ou graves, com inchaços e até dificuldades para respirar. Quando se trata de reações cutâneas, existem diversos tipos de alergia na pele que podem surgir.
Algumas circunstâncias podem favorecer o aparecimento de alergia na pele. Dentre os fatores estão mudanças de temperatura, banhos quentes – especialmente no inverno – e o contato com determinados tecidos ou substâncias que levam a sintomas de sensibilidade, vermelhidão, ressecamento e descamação.
Cada pessoa pode ter uma sensibilidade específica, estando incluídos cosméticos como desodorante ou perfume, até medicamentos, exposição solar, pelos de animais, picadas de inseto, bijuterias, suor, alimentos, roupas e fungos.
Qualquer pessoa pode desenvolver uma alergia na pele, independente da faixa etária. É importante que ao aparecer qualquer reação anormal, o paciente procure um(a) dermatologista. Em especial pessoas com propensão a outros tipos de alergia, como a respiratória.
A Belíssima acredita que informação de qualidade e de confiança é imprescindível para uma melhor qualidade de vida. Por isso, separamos esta lista para você estar pronta caso algo semelhante aconteça contigo ou pessoa próximo.
Independente dos tipos de alergia na pele, existem alguns sinais que devem soar de alerta desde o princípio. Também é importante lembrar que a reação inflamatória pode se manifestar em variadas regiões do corpo, como mãos, pés, boca, braços, axilas, pescoço, pernas, costas ou barriga.
Grande parte das alergias se manifestam como coceira, mas apesar disso nem toda coceira é resultado de uma reação alérgica. Muitas vezes, a coceira é resultado de um mau hábito.
Além deste, os principais sintomas são: vermelhidão ou descamação, manchas avermelhadas ou bolinhas brancas, ressecamento, crostas ou casquinhas, queimação, alteração na sensibilidade da pele.
Em casos mais graves, pode haver reação anafilática, ou seja, causar desde vômitos até inchaço, dificuldade para respirar, tontura, perda de consciência e hemorragia. Nestes casos, a reação alérgica pode ser fatal, necessitando de atendimento médico com urgência.
Embora possuam semelhanças, cada um dos tipos de alergia na pele pode possuir causas e características que as diferenciam. A Belíssima separou uma lista para te ajudar a identificar cada uma. No entanto, lembre-se que isso não substitui o acompanhamento de um profissional qualificado.
A urticária é uma reação na pele que pode surgir em qualquer parte do corpo. Este tipo de alergia costuma aparecer como vergões avermelhados e inchados, que coçam bastante. Essas lesões podem ser pequenas e isoladas ou se juntar e formar placas maiores, com formatos variados. Elas surgem em surtos, duram algumas horas e desaparecem sem deixar marcas.
O sintoma mais comum é a coceira intensa, podendo incluir ardor ou queimação, além de inchaço. Como tratamento, são utilizados medicamentos antialérgicos. Para aliviar o incômodo, podem ser aplicadas compressas frias. Deve-se evitar situações estressantes, que não causam a urticária, mas podem piorar o quadro.
A urticária pode ter uma causa identificável, como medicamentos, alimentos, infecções ou mudanças de temperatura. Nesses casos, é chamada de urticária induzida. Quando não há uma causa clara, o diagnóstico é de urticária espontânea, também conhecida como urticária idiopática. Neste segundo caso, significa que o mecanismo que a desencadeia não é alérgico.
A urticária pode ser classificada como:
O angioedema tem origem semelhante à da urticária, mas costuma ser mais grave. Isso porque atinge as camadas mais profundas da pele e também as mucosas. Os sintomas mais comuns são inchaços nos lábios, olhos, língua e, em alguns casos, nas vias respiratórias. Quando não tratado rapidamente, pode evoluir para um quadro de choque anafilático, com risco de morte. Ao perceber qualquer sinal, é essencial buscar atendimento médico imediato.
Apesar de ser possível que aconteça com qualquer pessoa, a dermatite atópica é um tipo de alergia na pele muito mais comum em bebês e crianças de até 5 anos. A coceira constante pode causar ferimentos, em especial nas dobras do corpo como nos cotovelos, atrás do joelho, mãos, tornozelos e pescoço. Em bebês, pode se espalhar ainda pelas pálpebras, couro cabeludo, braços, pernas e pés.
A dermatite atópica é uma doença crônica, de origem hereditária, que provoca inflamação na pele, com lesões e coceira. Sendo assim, pode ser considerada um tipo de alergia na pele, ainda que não ocorra reação imediata a uma substância. Trata-se de um “defeito genético” na barreira da pele.
Não é contagiosa e, embora a causa exata ainda não seja conhecida, é comum em famílias que também têm histórico de asma ou rinite alérgica. Os sintomas podem ser desencadeados por fatores como pelos de animais, tecidos que irritam a pele ou até situações de estresse. Mesmo sendo uma condição para a vida toda, os sinais tendem a melhorar com o tempo. Ainda assim, a pele costuma continuar seca e mais sensível.
Para prevenir e cuidar da pele, além das medidas comuns a todas as alergias cutâneas que serão mencionadas logo mais, a Biblioteca Virtual de Saúde reúne algumas recomendações específicas para dermatite:
A dermatite de contato refere-se à irritação e inflamação da pele que aparece quando há contato com alguma substância que causa irritação ou reação alérgica. Os sintomas incluem coceira, vermelhidão, bolhas ou caroços, ressecamento ou descamação.
Qualquer pessoa pode desenvolver esse tipo de alergia na pele em qualquer fase da vida. Vale destacar que uma vez identificado que a pele é sensível a determinada substância, é provável que a reação volte sempre que houver novo contato. O principal cuidado é identificar e evitar o que está provocando o problema. A irritação não é contagiosa e pode levar até três semanas para desaparecer por completo.
Isso pode acontecer com produtos de limpeza, metais, cosméticos, plantas, entre muitos outros agentes. Algumas das causas mais comuns estão associadas a hera venenosa, borracha (incluindo látex), antibióticos e outros medicamentos aplicados na pele, perfumes e colônias, conservantes em alimentos, metais (como níquel e cobalto).
Além destes casos, a reação pode vir após a incidência solar. É o caso de alergia após aplicação de protetores solares, loções pós-barba, perfumes, medicamentos aplicados na pele, alcatrão de carvão e óleos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBDRJ), para evitar ou controlar alergias, o primeiro passo é manter a pele bem hidratada, preservando assim sua barreira de proteção natural.
Tenha atenção também para escolher sabonetes adequados ao seu tipo de pele, preferencialmente com pH neutro, e evitar banhos quentes, que removem a oleosidade essencial da pele. Além disso, deve-se reduzir a exposição a substâncias com potencial alergênico ou irritativo no dia a dia.
Segundo a dermatologista Karen Regina dos Santos, é preciso ter especial atenção com:
Vale destacar também que toda alergia tem tratamento. Por isso, não hesite em procurar unidades básicas de saúde ou seu médico dermatologista de confiança.
Para evitar reações de diferentes tipos de alergia na pele, em primeiro lugar é preciso exercitar o autoconhecimento. Muitas vezes, os sintomas aparecem causados por situações muito específicas.
Assim, cuidar da alimentação, reparar nos tecidos que te mantém confortável e observar os hábitos diários de higiene são fundamentais para que a sua rotina de cuidado com a pele seja constante.
Para investir em medidas completas, de dentro para fora, você pode considerar incluir suplementação em seu cotidiano. O consumo de colágeno, vitaminas entre outras substâncias não são consideradas como “curas” para a alergia, mas se forem aprovadas pelo seu dermatologista de confiança, vão contribuir para a força e vigor dos tecidos celulares.
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Dermatite atópica. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/dermatite-atopica/. Acesso em: 9 jun. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Urticária. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/urticaria/. Acesso em: 9 jun. 2025.
CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”. Alergias na pele: conheça as principais causas e formas de prevenção e tratamento. 6 mar. 2018. Disponível em: https://cejam.org.br/noticias/alergias-na-pele-conheca-as-principais-causas-e-formas-de-prevencao-e-tratamento-2018-03-06. Acesso em: 9 jun. 2025.
MSD MANUAL. Dermatite atópica (eczema). The Manual’s Editorial Staff, 2023. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-da-pele/coceira-e-dermatite/dermatite-at%C3%B3pica-eczema#Tratamento_v1570495_pt. Acesso em: 9 jun. 2025.
SBDRJ. Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional RJ. Quais são os cuidados para alergias de pele? Disponível em: https://sbdrj.org.br/quais-sao-os-cuidados-para-alergias-de-pele/. Acesso em: 9 jun. 2025.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal da Saúde. Alergias de pele e os cuidados recomendados. Disponível em: https://capital.sp.gov.br/web/saude/w/noticias/315770. Acesso em: 9 jun. 2025.
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